A Cultura Financeira… E a síndrome do imediatismo!

Todos os anos sai o relatório do Banco Central, ou Serasa trazendo o perfil das pessoas endividadas no Brasil.

A cada ano esse relatório é bem parecido, a única coisa que o diferencia de uma ano para o outro é que a lista de endividados cresce.

Onde está o problema?

As pessoas tendem a colocar a culpa na baixa remuneração, e de fato isso tem sido um problema em nosso país. Todavia, as pessoas se tornam mais endividadas exatamente quando ganham um pouco mais.

Existem pessoas que ganham relativamente bem, mas também estão endividados. Então, o problema maior não esta na baixa remuneração. Então qual é o problema?

Permita lhe dar um exemplo para que você compreenda onde mora o problema:

Um carro está com a gasolina na reserva… Se ele correr (acelerar mais) ele consome mais combustível e consequentemente, irá percorrer um quilometragem menor. O segredo está em administrar corretamente um recurso escasso.

Assim são as pessoas. Elas aceleram na hora em que precisa por o pé no freio…

Nós quando estamos em uma corrida, inevitavelmente cansamos, e depois de algumas horas começamos a diminuir a velocidade, porque a capacidade pulmonar diminui, e se não reduzirmos,  as pernas perdem as forças, e a tendência é cair e desmaiar. Assim são nossas finanças, quando o caixa está curto, na reserva, pulmão cansado é hora de desacelerar.

Mas o que a sociedade faz é exatamente ao contrário!

As pessoas consomem, usam o cartão de crédito quando ele deveria entrar de férias e de repente a surpresa: nossas despesas estão maiores que nossas receitas. Parece que o caminho ficou mais longo e a gasolina não vai dar para chegar.

É assim todo mês… o dinheiro acaba antes do mês acabar…

Ou seja, não administramos bem o combustível (dinheiro) e ele acabou antes da hora.

Então a dica de hoje é desacelere… Sempre temos algo que é possível retirar, sempre tem algo supérfluo ou desnecessário no momento.

A vida financeira é como uma viagem feita com pouco combustível. Você terá que administrar o combustível (dinheiro), até que consiga chegar no próximo posto (o posto é data do seu pagamento).

Se você acelerar (seu estilo de consumo) demais, vai consumir mais combustível e sempre vai parecer que o posto está mais longe.

Toda vez que você acelera consome mais combustível (dinheiro) e ele vai faltar, e quando ele falta você tem que pedir ajuda (empréstimos) ou vai ter que empurrar o carro (dar calote em alguns pagamentos)  até o posto.

Essas duas decisões atrapalham muito a nossa viagem.

A primeira diminui nossa capacidade de compra que já é pequena, porque agora eu tenho que pagar juros.

A segunda gera um estresse de pessoas cobrando e aumenta nossa despesas no próximo trecho da viagem (meses subsequentes).

Quando entramos nesse ciclo vicioso, dá trabalho para sair, porque não podemos parar a viagem e começar de novo, precisaremos resolver com a viagem em curso.

E para tanto precisamos tomar atitudes, decisões que definirão uma viagem mais tranquila. No primeiro momento essas decisões parecem ruins, elas nos privam de algumas coisas, mas no futuro, permitirá que cheguemos ao destino mais inteiros.

Meu caro leitor, uso essa analogia, porque o nosso controle de caixa financeiro pessoal é bem parecido de como administramos o combustível de um carro…

O combustível ou dinheiro é o pulmão da nossa vida financeira: se faltar fôlego (dinheiro) teremos problemas.

E essa falta de folego é devido a síndrome do imediatismo.

Os nossos anseios somados com os apelos mercadológicos nos impulsionam, a adquirir antes do tempo aquilo que não precisamos agora e que irá retirar o nosso folego.

Você pode ter muito mais que imagina, porem de forma planejada. Se cair na síndrome do imediatismo você terá um felicidade rápida e mais rápida ainda será a infelicidade que baterá na sua porta.

Portanto, coragem! Decida por fazer compras inteligentes e gaste sempre menos do que ganha. Até a próxima…

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